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quarta-feira, dezembro 21, 2011

Metade dos hemocentros do País tem condições inadequadas, afirma Anvisa.

Fonte: Estadao.com.br
Quase metade dos serviços de hemoterapia do País foi classificada como de alto e médio risco em levantamento feito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O trabalho mostra que, dos 419 centros analisados, 47% apresentavam problemas na calibração e aferição dos equipamentos e 46% operavam com aparelhos sem manutenção adequada. Além disso, em 25% foram encontradas falhas nos procedimentos de desinfecção, lavagem e esterilização do material.
Centros que apresentam condições inadequadas de funcionamento podem trazer risco principalmente para o paciente que recebe o sangue. Uma bolsa armazenada numa temperatura acima do adequado, por exemplo, pode favorecer o crescimento de bactérias. 'Se usada, o paciente pode ter uma infecção bacteriana, o que pode agravar ainda mais o seu quadro', avalia o professor titular de hematologia e hemoterapia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Dalton Chamone.
Os dados, referentes a inspeções feitas em 2010, indicam que somente 17,72% dos serviços reuniam condições consideradas ideais de funcionamento.
O retrato é ainda mais preocupante quando se faz a comparação histórica. O porcentual de serviços considerados de alto risco (mais informações nesta pág.) subiu de 5% para 14% entre 2007 e 2010. Os de médio alto risco passaram de 10% para 11%.
Apesar dos números, o gerente de sangue e componentes da Anvisa, João Paulo Baccara Araújo, assegura que a qualidade dos serviços não piorou. 'A qualificação dos inspetores é que melhorou. Hoje eles conseguem identificar pontos críticos com maior facilidade.' A visão de Baccara, no entanto, não se repete no boletim da Anvisa. O documento afirma haver duas outras possibilidades, além da melhora na capacidade do diagnóstico: o aumento da amostra analisada e a efetiva piora dos serviços.
Otimismo. O coordenador nacional da Política de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez, também tem uma visão otimista do setor, apesar dos resultados do trabalho. 'A cadeia como um todo melhorou ao longo dos últimos quatro anos. A qualidade do sangue no Brasil é boa e dos grandes centros de hemoterapia também.'
Para ele, os baixos resultados gerais do levantamento são provocados pelo desempenho ruim em unidades de coleta e transfusão. 'É muito difícil controlar o que está sendo realizado na ponta, no banco de sangue ligado ao hospital com 60 leitos, numa pequeno município do interior.'
O boletim observa que, dos hemocentros coordenadores (HC) da rede, 85% apresentam risco baixo ou baixo médio. Mas o texto ressalva: 'Médio risco para HC é uma classificação que implica necessidade de melhorias importantes, ainda mais considerando sua função coordenadora'. Do grupo de HCs avaliados, um é considerado de risco.
Genovez não descarta o risco de pacientes que se submetem a transfusões de sangue em locais onde a qualidade está fora dos padrões. 'Não há indicadores. Mas transfusão, assim como outros procedimentos de saúde, tem um risco potencial.'

sábado, dezembro 17, 2011

Emenda 29 não é o remédio para a saúde

Em artigo, a consultora jurídica especializada em Direito Médico e da Saúde, Sandra Franco, afirma que no Brasil, país em que a corrupção e vantagens pessoais caracterizam forte traço cultural, a publicação de uma lei não é sinônimo de mudança
por Sandra Franco

Em tese, a regulamentação da Emenda Constitucional 29/2000 inibiria o mau uso do dinheiro público, uma vez que seu texto dispõe sobre as formas que a União, estados e os municípios devem gastar seus recursos no setor de saúde. Porém, olvida-se que a letra da lei se transforme em realidade.
No Brasil, país em que a corrupção e vantagens pessoais caracterizam forte traço cultural, a publicação de uma lei não é sinônimo de mudança. Essa afirmação encontra eco no que se refere aos responsáveis pela gestão do dinheiro público. Há bons gestores públicos na área da saúde, indubitável. Da mesma forma, há políticos em cargos públicos com foco permanente no cumprimento de suas atribuições. Para esses, portanto, a votação do projeto de lei 121/2007nesta semana apenas ratifica seus atos de probidade.
As diretrizes do texto aprovado para a aplicação dos valores mínimos quer pela União, estados e municípios são inequívocas. Não há espaço para interpretações análogas que resultem no desvio de verbas. Primeiro, está definido que o gasto público será com as ações e serviços públicos de saúde de acesso universal, igualitário e gratuito.
A sociedade – é justo dizer – terá, quando da vigência do texto, uma espécie de cartilha para fiscalizar as ações dos gestores públicos. Poderá, por exemplo, verificar se o uso de dinheiro da saúde para saneamento básico (que possui recursos oriundos instituída em taxas ou tarifas públicas) não é um gasto a ser realizado com dinheiro da saúde, independentemente da sua importância.
Evidentemente que a desnutrição pode gerar doenças, mas não é justificativa para o gestor desviar os recursos da saúde para essa política. O mesmo se pode afirmar quanto às ações que envolvam limpeza urbana e remoção de resíduos; assistência social; obras de infraestrutura, entre outros.
Outra questão que se deve registrar é a não aprovação de uma nova CPMF, desta vez disfarçada pelo nome de Contribuição Social para a Saúde. A arrecadação no país é suficiente para que municípios, estados e União cumpram a previsão mínima de gasto com a saúde pública.
Se a regulamentação da Emenda 29 cumpre seu objetivo no que se refere à clareza, resta resolver um problema: punição rigorosa para os que continuam a usar a máquina e o dinheiro públicos para transformar, por exemplo, uma compra de medicamentos superfaturados como forma de enriquecimento ilícito.
Todas as semanas, quase todos os dias, a imprensa noticia alguma nova fraude envolvendo o desvio de recursos da saúde. Em especial, as denúncias tem sido alvo de procedimentos investigativos pelo Ministério Público. Para ilustrar, uma ação civil pública, em curso no Estado de Minas Gerais, investiga a sangria de recursos da saúde para o setor de saneamento básico. Neste caso, o MP pede a devolução de R$ 3,3 bilhõesao Fundo Estadual de Saúdepor gestores públicos.
O uso de empresa fantasmas para justificar o desvio de recursos públicos da saúde; notas fiscais frias; superfaturamento na compra de materiais e equipamentos; materiais adquiridos que não chegam a seu destino; contratação irregular de profissionais da saúde (médicos, enfermeiros e dentistas); acúmulo irregular de cargos; nepotismo; fraude no pagamento de cargos comissionados; fraudes em processos licitatórios; enfim, uma gama de procedimentos irregulares que servem maquiar atos de improbidade em pequenos ou grandes municípios ou Estados do país.
Há motivo para comemoração, afinal a regulamentação da Emenda 29 aguardou mais de uma década para ter seu texto votado. Todavia, impossível acreditar que apenas a lei garantao bom uso do erário. Somente por meio uma vigília incansável, permanente e comprometida por parte da sociedade e suas instituições haverá a cura para os males da saúde. Precisamos cuidar desse doente!

quarta-feira, dezembro 14, 2011

5 grandes Problemas Hospitalares para Investir Melhor

Por: Dr. Edgar Luna.


Apesar da instabilidade dos mercados pela crise europeia e dos problemas que os Estados Unidos vêm enfrentando na sua economia, o Brasil é um dos seis maiores mercados mundiais em equipamentos e produtos médico-hospitalares.
Segundo a ABIMED, o mercado de equipamentos e produtos médico-hospitalares e de diagnósticos fechará 2011 com um crescimento estimado de 19%, atingindo um faturamento R$ 13,5 bilhões, superior à média de crescimento da economia brasileira, que ficará abaixo dos 4,5%. O setor registrou também uma expansão recorde no número de empregos, 6 mil novos postos de trabalho, duplicando dessa maneira as expectativas para o período.
Com todo esse otimismo e o crescimento do setor, ainda esse mercado, em parceria com as instituições de saúde, precisa investir mais e melhor em 5 grandes problemas hospitalares, que por ano trazem bilhões de reais em prejuízos para os hospitais e operadoras de saúde, não só pelo próprio problema, mas também pelas consequências que provocam.
1. Reinternações: É um problema frequente nas instituições de saúde. Estudos recentes sugerem que as readmissões hospitalares são um indicador importante de qualidade assistencial por refletir o impacto dos cuidados hospitalares na condição do paciente após a alta.
2. Infecções hospitalares: Constituem um grave problema de saúde pública. Estão entre as principais causas de morbidade e letalidade e são responsáveis pelo aumento no tempo de hospitalização e, consequentemente, pelos elevados custos adicionais para o tratamento do paciente.
3. Cancelamento de consultas e exames: Quando os pacientes cancelam as consultas ou perdem exames porque não fizeram bem o preparo, o hospital perde receita, tempo e esforço, para encaixar novamente o paciente.
4. Acidentes de trabalho: principalmente com agulhas e objetos cortantes, representam o maior perigo para o pessoal de saúde e inclusive para os próprios pacientes. Esses acidentes têm grande impacto econômico devido à perda de mão-de-obra qualificada pelas lesões ocupacionais, bem como pelo dano irreparável à imagem da instituição hospitalar, caso os profissionais infectem os pacientes.
5. Erro médico: Principalmente o erro de medicação nos hospitais, é hoje, uma grande preocupação devido ao aumento de ocorrências e as altas taxas de morbidade e mortalidade em pacientes hospitalizados, além do impacto econômico nas instituições de saúde. As não conformidades em prescrição constituem um índice expressivo entre os erros de medicação e muitas vezes, estas ocorrências não são detectadas, resultando em deficiência na terapêutica.
 

terça-feira, dezembro 06, 2011

Saúde está entre setores que criam 19 milionários por dia

Estatística deve se repetir pelos próximos três anos, em decorrência do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e das taxas de consumo em toda a América Latina

por Saúde Web


O mercado de saúde está entre os segmentos da economia que criam 19 milionários por dia no Brasil desde 2007, aponta reportagem da revista norte-americana Forbes. A estatística deve se repetir pelos próximos três anos, em decorrência do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e das taxas de consumo em toda a América Latina.
Entre os brasileiros citados, figuram os brasileiros Edson de Godoy Bueno, CEO do Grupo Amil e maior acionista da Dasa; e André Esteves, presidente do banco BTG Pactual, sócio da carioca Rede D’Or.
De acordo com o representante da Millennium BCP, Guilherme Morales, há muitas empresas emergentes crescendo muito rápido, no setor da saúde, imobiliário, construção e outras indústrias de base. Ele diz que o consumo brasileiro continua a crescer fortemente e, à medida que essas empresas crescem, o mesmo acontece com a riqueza de seus donos.
O especialista também destacou o crescimento das fusões e aquisições, sobretudo devido ao movimento de consolidação e de absorção de pequenos players por grandes companhias.
A estatística de 19 milionários por dia foi calculada com base em todas as riquezas de um indivíduo em conta, incluindo investimentos, bens, poupança e outros ativos, além de dinheiro. Segundo o ranking da Forbes 2011, o Brasil possui hoje 137 mil milionários e cerca de 30 bilionários, com 70% da riqueza do país concentrada em São Paulo e Rio de Janerio.

sexta-feira, dezembro 02, 2011

Entenda o Programa Hospital Domiciliar

Projeto da prefeitura municipal de São Paulo tem o objetivo é desospitalizar em tempo adequado os pacientes com perfil para internação domiciliar, evitando hospitalização desnecessária

por Marina Pita para a Revista Fornecedores Hospitalares
A prefeitura municipal de São Paulo lançou mão de uma nova estratégia para ampliação de leitos e do atendimento no sistema de saúde pública: o Programa Hospital Domiciliar. Dividido em duas modalidades, atendimento e internação, os projetos ainda têm custo de 40% a 60% menor do que as versões tradicionais.
O objetivo é desospitalizar em tempo adequado os pacientes com perfil para internação domiciliar, evitando hospitalização desnecessária, reduzindo as taxas de reinternação, minimizando os riscos de complicações clínicas, como infecção hospitalar, além de permitir uma melhor integração do paciente com a família. A prefeitura trabalha com uma estimativa de que 70% das doenças são passíveis de tratamento em âmbito domiciliar.
Implantado desde junho de 2008, o Prohdom está presente em cinco hospitais de administração direta – Hospital Municipal Dr. Cármino Caricchio, Hospital Municipal Professor Dr. Alípio Correa Neto, Hospital Municipal Tide Setúbal, Hospital Municipal Ignácio de Proença Gouveia, Hospital Municipal Fernando Mauro Pires da Rocha – e em três administrados por Organizações Sociais de Saúde – Hospital Municipal Dr. Moysés Deutsch, Hospital Municipal Vereador José Storopolli, Hospital Municipal.
De acordo com o assistente técnico do Prohdom, Reynaldo Bonavigo Neto, o atendimento domiciliar está bem consolidado nas oito unidades supracitadas. Já a internação domiciliar está implantada totalmente nos hospitais gerenciados por OS, porém ainda em fase de implantação nos equipamentos de administração direta.
Apesar do programa, aplicado por meio de Portaria, estar em andamento, faltava maior legitimidade, avalia Neto. Por este motivo, o prefeito Gilberto Kassab sancionou, no final de setembro, o Projeto de Lei 15.447/11 regulamentando o atendimento domiciliar, que agora deve se estender para aos outros dez hospitais da rede municipal.
A meta é oferecer 30 vagas por equipe para Internação Domiciliar (UID), com média de permanência de 30 dias, e 200 vagas por equipe para Atendimento Domiciliar (UAD), com média de permanência de 180 dias.
Nessa proporção, a prefeitura estima a geração de 450 leitos de Internação Domiciliar para os hospitais e 6,6 mil vagas na modalidade de Atendimento Domiciliar. Para isso, nove unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) serão direcionadas ao programa e R$ 3 milhões mensais devem custear o serviço.
Atualmente, há, em média, 80 pacientes por mês sendo beneficiados pelas três equipes de internação domiciliar. Esse número, porém, é flutuante, uma vez que diariamente ocorrem altas e novas admissões.
“Com isso, traça-se um novo e ousado plano de tratamento aos pacientes que, até então, permaneciam por período prolongado submetidos à internação hospitalar. E, mais do que isso, traça-se um novo olhar ao paciente, que será assistido e preparado para a reinclusão domiciliar, familiar e pela comunidade”, conclui Neto.

terça-feira, novembro 29, 2011

Todos os estados do País recebem recursos para investir em Saúde do Homem

Os homens brasileiros vão ser beneficiados com mais serviços de assistência integral à saúde. Isso porque todos os estados do Brasil vão receber recursos para serem investidos em ações de conscientização sobre cuidados com a saúde masculina

Portal da Saúde - Produção da Web Rádio Saúde/Agência Saúde - Ascom/MS/ Reportagem, Débora Rocha

Os recursos vão ser utilizados para a produção de material informativo sobre as doenças que podem afetar o bem estar do homem. Além disso, a verba será aplicada na capacitação de profissionais do Sistema Único de Saúde. O coordenador da Saúde do Homem do Ministério da Saúde, Eduardo Chakora, fala da importância da iniciativa. "A política está em plena expansão. Isso vem de acordo com o que o Ministério da Saúde vem pregando que é fazer uma expansão, que é lenta, gradativa, mas que é consistente, em relação à estratégia de ações voltadas para a população masculina no País."

Dentro da Política Nacional de Atenção à Saúde do Homem, está incluído ainda o pré-natal masculino. É o que explica o coordenador da Saúde do Homem, Eduardo Chakora. "O que a gente quer, na verdade, é incorporar os homens às atividades educativas, voltadas para o planejamento familiar. A gente quer que cada vez que a mulher vá fazer o primeiro exame de pré -natal, os homens já possam estar acompanhando suas companheiras e possam ser ofertados para esses homens aferição de pressão arterial, de glicemia, fazer exame de sífilis, HIV, hepatites virais. Isso é muito positivo porque reduz muito a possibilidade de se passar do homem para a mulher alguma doença sexualmente transmissível."

Além dos estados brasileiros, mais 52 municípios vão receber recursos para serem aplicados nas iniciativas voltadas para o bem estar do homem.

domingo, novembro 20, 2011

“Saúde para quem pode”

Para o advogado criminalista, Marcos Espínola, existe uma contradição entre o fato de o Brasil se destacar como referência mundial em saúde e ao mesmo tempo protagonizar descaso com o ser humano

por *Marcos Espínola


Enquanto despontamos como referência mundial no setor da saúde em temas como tratamento da Aids, cirurgia plástica, entre outros, num outro extremo somos, diariamente protagonistas do descaso com o ser humano. Pessoas que sofrem na pele a indiferença no atendimento de inúmeros hospitais públicos do país.
No Rio de Janeiro, por exemplo, o problema é crônico. Há falta de leitos, CTIs, entre tantas outras carências. Hospitais sem médicos, UPAS sem atendimento, algumas sem pediatra, unidades sem macas etc. Uma calamidade generalizada, essencialmente nas emergências e ambulatórios.
Constantemente nos deparamos com casos de autoridades que recorrem à rede privada para tratamentos de saúde. Para muitos, um direito adquirido, mas para a grande massa, uma contradição, afinal, de certa forma, milhões de brasileiros que lutam diariamente contra diversas doenças não têm esse privilégio.
Devemos respeitar o sofrimento e a luta pelo direito à vida, pois em caso de enfermidade qualquer cidadão busca os melhores recursos, bom atendimento, rapidez e qualidade. Na rede pública, por mais que se tenham médicos competentes, as condições de trabalho e a grande demanda não permitem tal agilidade, por isso muitos ainda morrem na fila de atendimento. É preciso que a saúde pública seja eficiente e democrática, onde todos possam ter direito ao atendimento digno.

sexta-feira, novembro 18, 2011

MEC determina corte de 514 vagas de medicina em cursos com baixa qualidade

Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil - Em Brasília


O Ministério da Educação (MEC) deu início ao processo de supervisão dos cursos com baixo desempenho nas avaliações da pasta, anunciado ontem (17). No Diário Oficial da União de hoje (18) foram publicadas as medidas cautelares que suspendem 514 vagas de 16 cursos de medicina que tiveram nota 1 ou 2 no Conceito Preliminar de Curso (CPC). O indicador varia em uma escala de 1 a 5 e é calculado com base no desempenho dos alunos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e em outros critérios como a infraestrutura e o corpo docente da instituição.
Os cursos que sofreram o corte determinado hoje são todos de instituições privadas de Minas Gerais, de São Paulo, do Rio de Janeiro, do Maranhão, de Rondônia, do Tocantins e de Mato Grosso. O ministério pretende suspender até o fim do ano 50 mil vagas em graduações na área da saúde, ciências contábeis e administração que tiveram resultado insatisfatório nas avaliações de 2009 ou 2010. Os dados do Enade 2010 divulgados ontem (17) mostram que 594 dos 4.143 cursos avaliados tiveram CPC 1 ou 2. A nota 3 é considera satisfatória e os CPCs 4 e 5 indicam que o curso é de boa qualidade.
O percentual de vagas reduzidas em cada curso variou entre 20% e 65% do total, de acordo com o desempenho no CPC. A redução no número de vagas de ingresso passa a valer para o próximo processo seletivo de cada instituição. Elas passarão por um processo de supervisão e terão o prazo de um ano para cumprir um termo de saneamento de deficiências para melhorar a qualidade da oferta. Se as exigências não forem atendidas, o MEC poderá abrir um processo administrativo para encerrar a oferta do curso. A partir da notificação, as instituições têm 30 dias para informar o ministério sobre as providências que serão tomadas.

Seria a redenção? Tomara, não é mesmo?!

quinta-feira, novembro 17, 2011

Medicina se alia à meditação

Fonte: Agência Estado

Sao Paulo (AE) - Em fevereiro, a agência do governo dos Estados Unidos responsável pelas pesquisas médicas (NIH, na sigla em inglês) reconheceu formalmente a meditação como uma prática terapêutica que pode ser associada à medicina convencional. Em maio, o Ministério da Saúde brasileiro baixou uma portaria em que incentiva postos de saúde e hospitais públicos a oferecer a meditação em todo o País.

Essas recentes ações governamentais são sinais da tendência de encarar a meditação não simplesmente como uma prática de bem-estar, que faz bem apenas à mente e ao espírito. Parar por alguns minutos diariamente para se concentrar e se desligar do turbilhão de pensamentos que constantemente ocupa a cabeça também ajuda a manter a saúde física.

"A meditação é diferente da medicina convencional porque quem cuida de você não é o médico. É você mesmo", explica a médica Kátia Silva, que coordena as atividades de meditação no Hospital Municipal Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo. Na cidade, 70% dos postos de saúde oferecem atividades da chamada medicina tradicional, que inclui acupuntura, tai chi chuan e meditação.

Uma pesquisa com a palavra meditação no acervo online da Biblioteca Nacional de Medicina, do governo americano, traz 1.400 estudos científicos sobre o tema. Entre outros benefícios, eles mostram que meditar previne e combate a depressão, a hipertensão arterial, a dor crônica, a insônia, a ansiedade e os sintomas da síndrome pré-menstrual, além de ajudar a reduzir a dependência de drogas.

Segundo sugerem esses estudos, a meditação interfere no funcionamento do sistema nervoso autônomo, que é responsável, por exemplo, pela liberação de noradrenalina durante os momentos de estresse. Em quem medita, a duração dessas "reações de alarme" são mais curtas. Dessa forma, a pressão do sangue e a força de contração do coração ficam alteradas por pouco tempo, comprometendo menos a saúde.

Apesar de serem evidentes os benefícios, a ciência ainda não consegue entender de forma detalhada como a meditação age no sistema nervoso.

Segundo especialistas, os efeitos iniciais são sentidos logo nas primeiras semanas. A aposentada Maria Elza Lima dos Santos, de 60 anos, descobriu a meditação no Hospital Vila Nova Cachoeirinha. Ela vivia com crises de pressão alta, que passaram após quatro meses de práticas diárias. "Antes, eu era muito nervosa. A minha cabeça estava sempre cheia de problemas. Aí a pressão subia. Agora fico mais relaxada, sinto uma paz de espírito", conta ela, explicando que no princípio teve dificuldades com a técnica. "Levei um mês para aprender a me concentrar."

NA TRILHA DA ACUPUNTURA
De acordo com o obstetra Roberto Cardoso, autor do livro "Medicina e Meditação - Um Médico Ensina a Meditar" (MG Editores; 136 págs), muitos profissionais de saúde ainda têm preconceitos em relação à prática. "Mas isso deve mudar com o avanço das pesquisas. A meditação começa a trilhar os passos da acupuntura, que já é um recurso reconhecido pela classe médica."

No Brasil, a instituição pública que mais estuda o tema é a escola médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), uma das mais conceituadas do País. Isso, de acordo com os especialistas, ajuda a separar a imagem religiosa e mística que normalmente se tem da meditação. A meditação, explicam, não precisa ser necessariamente ligada a uma crença oriental.

Para que a meditação cumpra seu papel de medicina complementar e preventiva, o psicólogo José Roberto Leite, coordenador da Unidade de Medicina Comportamental da Unifesp, explica que ela deve ser constante. "É como comer ou fazer exercícios. Não adianta só uma semana para que você se mantenha saudável. A meditação precisa ser uma atividade diária. Os efeitos se sentem a longo prazo."

Não importa a técnica, os efeitos são os mesmos
Iogue, budista ou taoísta. A meditação provoca sempre os mesmos efeitos sobre o organismo, não importa qual seja a linha ou a técnica. Todas usam a concentração para manter o pensamento focado - pode ser um som (como um mantra), um ponto fixo ou a própria respiração. Com a mente fixa em algo, a pessoa não se perde no turbilhão de pensamentos que tomam conta da cabeça no dia-a-dia.

Normalmente as pessoas meditam sentadas. Mas há quem consiga fazê-lo caminhando e até lavando os pratos - o importante é a mente concentrada em algo.

Segundo especialistas, é possível aprender a meditar sozinho, mas o processo é mais fácil com um instrutor. Recomenda-se que a prática dure entre 10 e 20 minutos e seja feita uma ou duas vezes ao dia.

 
 

quarta-feira, novembro 16, 2011

90% dos familiares de pacientes preferem tratamento em domicílio

Estudo feito pelo Grupo Hospitalar Santa Celina mostra que a proximidade com os entes queridos é um fator positivo do home-care.
por Saúde Web

O Grupo Hospitalar Santa Celina realizou uma pesquisa com 20 cuidadores sobre os principais desafios no cotidiano de quem convive com um familiar doente sob os cuidados de um programa de home-care. Cuidador é a pessoa designada pela família para colaborar no tratamento do paciente e se responsabilizar pelos cuidados do dia a
dia.
A principal constatação é que, mesmo com as novas incumbências, algumas bastante difíceis, 90% preferem ter seu familiar dentro de casa a vê-lo internado no hospital. A pesquisa foi realizada através de entrevistas individuais com os cuidadores – nove eram cônjuges dos pacientes, seis eram filhos, quatro pais e somente um irmão. O tempo de tratamento do grupo é bem heterogêneo, incluindo pacientes em home-care desde 2007 e outros que iniciaram os cuidados este ano.
Para justificar a preferência pelo tratamento em domicílio, 14 entrevistados disseram que a proximidade com a família é um fator positivo do home-care; outros seis afirmaram acreditar que em casa os pacientes recebem melhor tratamento. Seis cuidadores mencionaram ainda o fato de internações hospitalares aumentarem o risco de infecção.
Como desafio da nova rotina, os entrevistados afirmaram que os procedimentos e medicações são a maior dificuldade encontrada – 13 pessoas indicaram o fato de terem que conviver com traqueostomia, sondas, balão de oxigênio, controle de medicamentos, entre outros, como a maior questão a ser enfrentada no suporte aos familiares. Mesmo contando com assistência de profissionais de saúde conforme a prescrição médica (por exemplo, fisioterapia, nutrição, enfermagem para aplicação de medicações endovenosas, visitas médicas e presença de enfermeiros conforme a necessidade, entre outros), os cuidadores relatam ansiedade em conviver com equipamentos e tarefas que cabem a eles.
A pesquisa mostra que o maior desafio é cuidar da parte de higiene, dar banho, às vezes lidar com sangue. Por outro lado, o maior benefício é ter a família presente, cuidando.
Segundo a diretora do Grupo Hospitalar Santa Celina, Ana Elisa Siqueira, o estudo foi realizado porque é fundamental saber o que os cuidadores pensam. Ela chama atenção para o fato de que eles são parceiros fundamentais da condição de saúde dos pacientes.

terça-feira, novembro 15, 2011

Eu, o SUS, a ironia e o mau gosto.

Fonte: purplesofa.wordpress.com

Há seis anos atrás eu tive uma dor no olho. Só que a dor no olho era, na verdade, no nervo ótico, que faz parte do sistema nervoso. O meu nervo ótico estava inflamado, e era uma inflamação característica de um processo desmielinizante. Mais tarde eu descobri que a mielina é uma camada de gordura que envolve as células nervosas e que é responsável por passar os estímulos elétricos de uma célula para a outra. Eu descobri também que esta inflamação era causada pelo meu próprio sistema imunológico que, inexplicavelmente, passou a identificar a mielina como um corpo estranho e começou a atacá-la. Em poucas palavras: eu descobri, em detalhes, como se dá uma doença-auto imune no sistema nervoso central. Esta, específica, chama-se Esclerose Múltipla. É o que eu tenho. Há seis anos.
Os médicos sabem tudo sobre o coração e quase nada sobre o cérebro – na minha humilde opinião. Ninguém sabe dizer porque a Esclerose Múltipla se manifesta. Não é uma doença genética. Não tem a ver com estilo de vida, hábitos, vícios. Sabe-se, por mera observação estatística, que mulheres jovens e caucasianas estão mais propensas a desenvolver a doença. Eu tinha 26 anos. Right on target.
Mil médicos diferentes passaram pela minha vida desde então. Uma via crucis de perguntas sem respostas. O plano de saúde, caro, pago religiosamente desde sempre, não cobria os especialistas mais especialistas que os outros. Fui em todos – TODOS – os neurologistas famosos – sim, porque tem disso, médico famoso – e, um por um, eles viam meus exames, confirmavam o diagnóstico, discutiam os mesmos tratamentos e confirmavam que cura, não tem. Minha mãe é uma heroína – mãos dadas comigo o tempo todo, segurando para não chorar. Ela mesma mais destruída do que eu. E os médicos famosos viam os resultados das ressonâncias magnéticas feitas com prata contra seus quadros de luz – mas não olhavam para mim. Alguns dos exames são medievais: agulhas espetadas pelo corpo, eletrodos no córtex cerebral, “estímulos” elétricos para ver se as partes do corpo respondem. Partes do corpo. Pastas e mais pastas sobre mesas com tampos de vidro. Colunas, crânio, córneas. Nos meus olhos, mesmo, ninguém olhava.
O diagnóstico de uma doença grave e incurável é um abismo no qual você é empurrado sem aviso. E sem pára-quedas. E se você ta esperando um “mas” aqui, sinto lhe informar, não tem. Não no meu caso. Não teve revelação divina. Não teve fé súbita em alguma coisa maior. Não teve uma compreensão mais apurada das dores do mundo. O que dá, assim, de cara, é raiva. Porque a vida já caminha na beirada do insuportável sem essa foice tão perto do pescoço. Porque já é suficientemente difícil estar vivo sem esta sentença de morte lenta e degradante. Dá vontade de acreditar em Deus, sim, mas só se for para encher Ele de porrada.
O problema é que uma raiva desse tamanho cansa, e o tempo passa. A minha doença não me define, porque eu não deixo. Ela gostaria muitíssimo de fazê-lo, mas eu não deixo. Fiz um combinado comigo mesma: essa merda vai ter 30% da atenção que ela demanda. Não mais do que isso. E segue o baile. Mas segue diferente, confesso. Segue com menos energia e mais remédios. Segue com dias bons e dias ruins – e inescapáveis internações hospitalares.
A neurologista que me acompanha foi escolhida a dedo: ela tem exatamente a minha idade, olha nos meus olhos durante as minhas consultas, só ri das minhas piadas boas e já me respondeu “eu não sei” mais de uma vez. Eu acho genial um médico que diz “eu não sei, vou pesquisar”. Eu não troco a minha neurologista por figurão nenhum.
O meu tratamento custaria algo em torno de R$12.000,00 por mês. Isso mesmo: 12 mil reais. “Custaria” porque eu recebo os remédios pelo SUS. Sabe o SUS?! O Sistema Único de Saúde? Aquele lugar nefasto para onde as pessoas econômica e socialmente privilegiadas estão fazendo piada e mandando o ex-presidente Lula ir se tratar do recém descoberto câncer? Pois é, o Brasil é o único país do mundo que distribui gratuitamente o tratamento que eu faço para Esclerose Múltipla. Atenção: o ÚNICO. Se isso implica em uma carga tributária pesada, eu pago o imposto. Eu e as outras 30.000 pessoas que tem o mesmo problema que eu. É pouca gente? Não vale a pena? Todos os remédios para doenças incuráveis no Brasil são distribuídos pelo SUS. E não, corrupção não é exclusividade do Brasil.
O maior especialista em Esclerose Múltipla do Brasil atende no HC, que é do SUS, num ambulatório especial para a doença. De graça, ou melhor, pago pelos impostos que a gente reclama em pagar. Uma vez a cada seis meses, eu me consulto com ele. É no HC que eu pego minhas receitas – para o tratamento propriamente dito e para os remédios que uso para lidar com os efeitos colaterais desse tratamento, que também me são entregues pelo SUS. O que me custaria fácil uns outros R$2.000,00.
Eu acredito em poucas coisas nessa vida. Tenho certeza de que o mundo não é justo, mas é irônico. E também sei que só o humor salva. Mas a única pessoa que pode fazer piada com a minha desgraça sou eu – e faço com regularidade. Afinal, uma doença auto-imune é o cúmulo da auto-sabotagem.
Mas attention shoppers: fazer piada com a tragédia alheia não é humor, é mau gosto. É, talvez, falha de caráter. E falar do que não se conhece é coisa de gente burra. Se você nunca pisou no SUS – se a TV Globo é a referência mais próxima que você tem da saúde pública nacional, talvez esse não seja exatamente o melhor assunto para o seu, digamos, “humor”.
Quem me conhece sabe que eu não voto – não voto nem justifico. Pago lá minha multa de três reais e tals depois de cada eleição porque me nego a ser obrigada a votar. O sistema público de saúde está longe de ser o ideal. E eu adoraria não saber tanto dele quanto sei. O mundo, meus amigos, é mesmo uma merda. Mas nós estamos todos juntos nele, não tem jeito. E é bom lembrar: a ironia é uma certeza. Não comemora a desgraça do amiguinho, não.

quinta-feira, novembro 10, 2011

Exame do Cremesp reprova 46% dos estudantes de medicina

Prova, realizada anualmente desde 2005, avalia conhecimentos básicos que o médico recém-formado deve ter para tratar um paciente
por Saúde Web

No começo de 2012 São Paulo vai ganhar médicos que não conseguem identificar um quadro de meningite em bebês e não sabem como evitar a transmissão de sífilis da mãe para o feto. A maioria deles tem dúvidas até sobre o tratamento contra dor de garganta e desconhece que uma febre de quase 40 graus pode aumentar o risco de infecções graves em crianças. Essas são algumas das falhas apresentadas pelos formandos paulistas de Medicina avaliados pelo exame do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), que reprovou neste ano 46% dos candidatos – mais do que no ano passado, quando o índice foi de 43%. Com informações do jornal Estado de S. Paulo.
A prova, realizada anualmente desde 2005, avalia conhecimentos básicos que o médico recém-formado deve ter para tratar um paciente. Sua realização e aprovação não são obrigatórias para o exercício da profissão. “A situação pode ser até pior porque, como a prova não é obrigatória, quem escolhe fazer o exame é quem quer testar seu conhecimento e está seguro”, diz o coordenador do exame, Reinaldo Ayer de Oliveira. Apenas 418 estudantes fizeram o exame, de um universo de 2.500 formandos no Estado.
Para o presidente do Cremesp, Renato Azevedo Junior, o resultado é um diagnóstico da má formação médica no País. “Esse desempenho ruim reflete o número de denúncias de erros médicos que o Cremesp recebe todos os anos”, critica. Em uma questão com alto índice de erro, por exemplo, 58% dos estudantes revelaram desconhecer como é feita a prevenção da leptospirose.
O Conselho responsabiliza o Ministério da Educação (MEC) pela falta de critério na autorização de novos cursos de Medicina. “Novas escolas vêm sendo abertas sem nenhum critério de qualidade. Tivemos, nos últimos oito anos, a criação de 70 escolas de Medicina. Outras 40 aguardam pela aprovação”, diz Azevedo Junior. Para ele, não há docentes e hospitais-escola suficientes para suprir essa demanda. “Para a população, sobram médicos sem preparo.”
O médico Paulo Antonio de Carvalho Fortes, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, concorda com o Cremesp. “O MEC não tem conseguido impor uma avaliação condizente com o que deve ser exigido do médico, levando a uma fragilidade grande do ensino. Ao final do curso, mesmo os que não fizeram residência têm diploma e podem atuar em quase todas as áreas.”
Procurada, a Secretaria de Educação Superior do MEC afirmou que não se pronunciaria sobre o assunto. O órgão também não confirmou quantas escolas de Medicina foram criadas nos últimos anos. Segundo o Cremesp, a área de conhecimento que apresentou pior média de acertos na prova foi Saúde Pública. “Não só entre médicos, mas entre outros profissionais da saúde, o ensino mais valorizado é o relacionado ao indivíduo: a assistência curativa individual. E a saúde pública se volta mais para o coletivo.”

quarta-feira, outubro 12, 2011

Como o NHS (Sist. Saúde Britânico) reduziu as mortes cardiovasculares pela 1/2 e por quê seu futuro esta ameaçado?

"O Sistema de Saúde Britânico é uma referência em qualidade do sistema público de saúde. Contudo, recentes reformas no Sistema, com o intuito de aumentar a competição entre os prestadores podem colocar em risco importantes conquistas do NHS. Uma das conquistas mais importantes é a melhora dos indicadores relacionados a doencas cardiovasculares, sendo que a taxa de morte por doenças cardiovasculares caiu pela metade e o tempo de espera para o tratamento foi muito reduzido. Cerca de 60 mil vidas são salvas por ano, sendo metade deste número decorrente de mudanças no tratamento e a outra metade decorrente de mudanças no estilo de vida.
É questionável se maior competição no sistema, melhorará os indicadores de qualidade conquistados, sendo que este trabalho foi fruto de colaboração e trabalho conjunto entre diferentes agentes do setor, um trabalho que demorou anos para ser construído e que está em risco com as mudanças propostas".
  
Por Fernando Cembranelli

terça-feira, outubro 11, 2011

Jorge Gerdau propõe à Ministério da Saúde sistema de avaliação do serviço público!

BRASÍLIA - O Ministério da Saúde está finalizando um sistema de avaliação do serviço público de saúde, que terá índices de medição de eficiência e satisfação da população. O tema foi tratado nesta manhã em reunião da Câmara de Política de Gestão, Desempenho e Competitividade da Presidência da República.

O coordenador do grupo de trabalho, Jorge Gerdau, estima que o método de avaliação esteja implantado em 20% da rede pública até o fim do ano. “Estão sendo estabelecidos, num debate técnico, quais são os medidores, como um índice de satisfação das pessoas atendidas, por exemplo, e se haverá medição sobre o atendimento dos médicos, dos tratamentos”, explicou o presidente da Câmara de Gestão. “Com toda essa lista de indicadores, vai haver possibilidade de transparência absoluta de cada posto, de cada atendimento”, disse.
Devido à implantação do sistema, o ministério está reformulando os contratos com as secretarias municipais e estaduais de Saúde. Os postos de saúde e hospitais mais bem avaliados receberão mais recursos, como um “prêmio” pelo desempenho.

“Quem atingir as metas, vai poder receber aumentos de recursos transferidos. E conforme os índices vão crescendo, haverá aumentos gradativos maiores de recursos”, afirmou Gerdau. “Construir contratos inteligentes é uma peça-chave para que haja melhoria de funcionamento”, disse.

Fonte: Valor Econômico, Yvna Sousa, 07/10/2011

sábado, outubro 08, 2011

Home Care a nova obsessão da presidente Dilma

Por: Kyara Gonçalves

A presidente Dilma Rousseff disse está “obcecada” por seu novo projeto para saúde, o Home Care, em entrevista a revista Carta Capital. O termo refere-se ao tratamento hospitalar realizado na própria casa do paciente.
A idéia, defendida pela presidente, surge como uma saída para descongestionar o tratamento final nos hospitais e obter a liberação dos leitos.
Apesar de apresentar algumas diferenças, a proposta é modesta quanto a ser inovadora. Desde 1970 que o procedimento de cuidado domiciliar já vem sendo realizado pelo estado de São Paulo.
Aqui mesmo no Ceará, segundo o deputado estadual Leonardo Pinheiro (PR), o Programa Saúde da Família (PSF) já trabalha um conceito muito similar ao Home Care de Dilma.
O que se questiona a nível estadual é a necessidade de se investir na criação de um novo programa em detrimento de se investir no fortalecimento e na melhoria do PSF já existente. De acordo com Pinheiro, durante pronunciamento na Assembléia Legislativa, cada equipe hospitalar representará um investimento de 42 mil reais para o governo.
Um paciente que requer uma internação simples, como uma fratura, onde o paciente teria que ficar de dois a três meses no leito, poderia receber cuidados na própria casa, desde que seja disponibilizado pelo programa equipamentos hospitalares, assistência de enfermagem e medicamentos adequados.
Há necessidade de verificar se o recurso será otimizado principalmente no norte e nordeste, onde são poucos os leitos disponíveis e onde se observa a dificuldade geográfica de se transportar equipamentos para as residências.
Dilma afirmou que o projeto de levar recursos hospitalares para toda a extensão territorial, 195 milhões de pessoas, já está 90% encaminhado para ser implantado.
Para o especialista em clinica medica e planejamento estratégico de ações do governo, David Braga Jr, é mais barato custear o apoio a casa, do que manter o paciente na instituição.

quinta-feira, setembro 22, 2011

TI como aliada da Saúde

No início deste mês, a Secretaria da Saúde do estado de São Paulo entregou à população o portal CROSS (Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde), tem como objetivo unir as ações voltadas para a regulação do acesso nas áreas hospitalar e ambulatorial, propiciando o ajuste da oferta disponível às necessidades imediatas do cidadão. O portal vai monitorar a disponibilidade de leitos e tornar mais ágil a transferência de pacientes em estado grave de saúde e que precisam de cuidados em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) ou realizar procedimentos complexos, como cirurgias cardíacas e neurológicas.

Saiba mais clicando no título dessa publicação.

terça-feira, setembro 20, 2011

Networking, a guerra dos sexos!

Profissionais do sexo masculino são mais favorecidos com propostas de empregos por meio de rede de relacionamentos do que as mulheres. Esse pode ser um dos motivos da diferença salarial entre homens e mulheres nas empresas segundo pesquisa da North Carolina State University.

domingo, setembro 18, 2011

Coffito inova! Prova de título para especialidades em Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

A partir deste ano, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional - em parceria com as associações científicas conveniadas - realizará exame para obtenção de título de especialidades profissionais.
Será que isso refletirá em maior amparo ao profissional, reconhecimento e melhor remuneração? Torcemos para que o fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional possam ser realmente beneficiados com tal inovação.
Outra pergunta: Qual o critério de avaliação? Acreditamos ser de grande importância a divulgação do critério de avaliação, não se pode deixar nenhuma questão na obscuridade, pois todos sabem que existem diversas entidades associativas que têm no seu escopo a mesma especialidade. Qual delas terá poder de outorgar ou não o titulo de especialista ao profissional? Como ela foi escolhida para tal?
Não é crítica, apenas dúvida!
O que você acha? Comente e divulgue!

quinta-feira, setembro 15, 2011

Vamos ver no que vai dar!

A Constituição Federal garante a livre concorrência e isso é bom para a economia e para o país (Art. 170, inciso IV). Porém, os mecanismos para proibir o abuso do poder econômico ainda precisam ser aprimorados, de forma a evitar que sociedade seja a própria vítima da concorrência desleal.
Um exemplo claro desse abuso são os valores que os planos de saúde privados pagam aos profissionais que socorrem a vida de seus clientes. Esses planos de saúde são regulados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que deveria estabelecer critérios claros para preservar os interesses, não apenas desses planos, mas também do segurado e dos profissionais que prestam os serviços de saúde (Lei 9.656/98). Porém, a ANS tem autorizado o aumento dos valores dos planos acima da inflação, mas nada tem feito para evitar o pagamento irrisório aos serviços prestados pelos profissionais da saúde.
O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) estabeleceu uma remuneração mínima dos honorários que os profissionais devem cobrar, de forma a preservar a dignidade das profissões e garantir que o tratamento prestado seja individualizado e de qualidade ( veja os valores em   www.crefitosp.gov.br/ ).

O conselho de Fisioterapia e Terapia Ocupacional de Estado de São Paulo (CREFITO-SP) está mapeando o que cada plano de saúde paga para esses profissionais e irá em breve divulgar esses valores para a população. O resultado dessa prática predatória é que a população acaba sendo atendida em grupo. O CREFITO-SP alerta a população que esse tipo de atendimento pode agravar o problema de saúde no lugar de resolvê-lo.

terça-feira, setembro 13, 2011

Destaques das Diretrizes da American Heart Association – 2010

A American Heart Association (AHA) alterou alguns pontos de suas diretrizes anteriores a 2010 para Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) e Atendimento Cardiovascular de Emergência (ACE).
Você, profissional de saúde, sabia disso?
Veja quais são as novas recomendações da AHA clicando o título desse post.

segunda-feira, setembro 12, 2011

Ministério da Saúde vai investir R$1,5 bi em pesquisa em saúde.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que a pasta aumentará em quase quatro vezes o valor investido na área de pesquisa, desenvolvimento e inovação do setor nos próximos quatro anos. Durante o I Encontro com a Comunidade Científica, realizado nesta quinta-feira (8), em Brasília, foi apresentado o plano de investimento, que soma R$ 1,5 bilhão nos próximos quatro anos – R$ 350 milhões por ano. Os recursos serão aplicados em ações estratégicas, definidas de acordo o conjunto de temas prioritários contidos no Plano Plurianual 2012-2015, que alinham a pesquisa nacional às necessidades de saúde do país.

sábado, setembro 10, 2011

ONA lança selo de qualidade para prestadores de serviço

A Organização Nacional de Acreditação (ONA) deve lançar entre outubro e novembro deste ano o manual para avaliação e certificação dos Serviços para a Saúde – Selo de Qualificação ONA.
O novo instrumento é dirigido aos serviços de apoio às organizações prestadoras de serviços para a saúde (OPSS), como os serviços de processamento de roupas; esterilização e de reprocessamento de materiais; manipulação de drogas antineoplásticas, dietas parenterais e serviços de dietoterapia.

segunda-feira, setembro 05, 2011

Emergência! O que fazer?

Vimos na noite de ontem (04/09/2011) no programa "Fantástico" da Rede Globo de Televisão profissionais socorristas demonstrando como proceder em diversas situações onde uma pessoa apresenta mal-estar súbito como convulsão, Parada Cardiorrespiratória (PCR) e Acidente Vascular Cerebral (AVC). Você saberia como agir em uma dessas situações?
Nem todo o profissional de saúde sabe interpretar e agir adequadamente em casos assim. Por quê? Será que a graduação em saúde falha nesse aspecto ou é falta de interesse do futuro profissional de saúde?
Nós da INPHA temos a opinião de que todo e qualquer cidadão deve receber em algum momento de sua vida escolar e acadêmica, pelo menos, noções de primeiros-socorros, pois nunca sabemos quando, onde e como nos depararemos com uma situação de emergência e risco iminente à vida. Por isso ministramos curso de Suporte Básico de Vida para leigos e profissionais de saúde. Você se interessa?

sexta-feira, setembro 02, 2011

Vagas para fisioterapeutas

A INPHA Fisioterapia & Consultoria em Saúde - Ltda. abre vagas para fisioterapeutas para trabalhar em UTI adulto e neonatal e enfermarias de hospital particular na Grande São Paulo.
Os interessados devem cadastrar currículo no "Trabalhe Conosco" no site da INPHA: www.inpha.com.br 

Polêmica envolvendo sites de venda coletiva e serviços de fisioterapia e terapia ocupacional vira notícia

A Resolução do Coffito nº 391, que proíbe a oferta de serviços de fisioterapia e terapia ocupacional como em sites de venda coletiva foi assunto nos principais veículos de comunicação durante essa semana.
Após ter destaque nas páginas de jornais como a Folha de São Paulo e o Jornal Agora, a Resolução do Coffito foi tema de matéria veiculada em horário nobre na TV Globo.
Qual sua opinão?

terça-feira, agosto 30, 2011

Gestão da qualidade em fisioterapia em Terapia Intensiva e RDC 07 - Conflito?

Sabe-se que o conjunto de técnicas e procedimentos terapêuticos, assim como materiais e equipamentos utilizados com a finalidade de restaurar, manter e/ou melhorar a condição funcional do paciente, dependem de recursos humano, econômico-financeiro, da adequação das possibilidades terapêuticas, custo e uma série de outras considerações. O mercado exige cada vez mais que o profissional em contato com o paciente crítico seja mais e melhor especializado, exige que toda a terapêutica se baseie em estudos atuais e protocolos aprovados pelas mais diversas comissões do mundo todo. Além disso, o fisioterapeuta deve interagir com toda a equipe mutltiprofissional no intuito de estabelecer terapêutica e procedimentos, orientar membros da equipe, participar de atividades de educação continuada e discussão de casos clínicos. O Fisioterapeuta tem que avaliar o paciente clinicamente, exames diversos, elaborar terapêutica apropriada baseado em conceitos anatômicos, fisiológicos, fisiopatológicos... Aí vem a pergunta: Como se gere a qualidade do serviço de fisioterapia em Terapia Intensiva que é prestado nas UTIs brasileiras ante o disposto na RDC 07 na seção dos recursos humanos? Um fisioterapeuta, no mínimo, para cada 10 (dez) leitos.
Mais perguntas: Apenas um fisioterapeuta consegue agregar qualidade inconteste em um serviço de alta complexidade? Como os protocolos são utilizados? Quem gere a qualidade da assistência fisioterapêutica? Será que há algum programa elaborado para a gestão da qualidade da assistência fisioterapêutica em Unidades de Terapia Intensiva?
Alguma sugestão?

segunda-feira, agosto 29, 2011

Remuneração de Fisioterapeutas

Há algum tempo têm sido divulgado o Referencial Nacional de Horários Fisioterapêuticos (RNHF) como instrumento base de remuneração dos fisioterapeutas em nível nacional.
Questiona-se se o RNHF é utilizado, de fato, como previsto ou se, simplesmente, é ignorado pelos pagadores dos serviços fisioterapêuticos e, até mesmo, pelos próprios fisioterapeutas.
Quem fiscaliza  e como se faz isso?

sábado, agosto 27, 2011

Você sabia que toda empresa e outros estabelecimentos têm obrigatoriedade em disponibilizar um Desfibrilador e pessoal capacitado para atendimento em situações de emergência?

De acordo com a Lei Municipal de São Paulo nº 14.621 de 11/12/2007 estabelecimentos em geral, empresas e orgãos públicos como os citados abaixo têm obrigatoriedade em disponibilizar aparelho Desfibrilador Externo Automático (DEA) e pessoal capacitado para abordagens em situações de emergência que envolvam risco de morte em potencial como, por exemplo, Parada Cardiorrespiratória (PCR) e outros eventos não menos importantes.
Acontece que grande parte das organizações não dá muita importância para isso. O cenário mudou um pouco de algum tempo pra cá, mas ainda há pouco interesse das corporações em atender o que se dispõe nessa lei.
Como sua empresa se coloca diante dessa lei?
Descubra, fale com a gente, nós da INPHA podemos mudar esse cenário!
Abaixo segue o dispositivo de lei.
LEI MUNICIPAL Nº 14.621, DE 11 DE DEZEMBRO DE 2007
Diário Oficial da Cidade; São Paulo, SP, 12 dez. 2007. P. 1
(Projeto de Lei nº 18/06, do Executivo)
Altera o art. 1º da Lei nº 13.945, de 7 de janeiro de 2005.
Art. 1º. Os aeroportos, shopping centers, centros empresariais, estádios de futebol, hotéis, hipermercados e supermercados, casas de espetáculos e locais de trabalho com concentração acima de 1.000 (mil) pessoas ou circulação média diária de 3.000 (três mil) ou mais pessoas, os clubes e academias com mais de 1.000 (mil) sócios, as instituições financeiras e de ensino com concentração ou circulação média diária de 1.500 (mil e quinhentas) ou mais pessoas, ficam obrigados a manter, em suas dependências, aparelho desfibrilador externo automático.
§ 1º. Com a finalidade de estabelecer os parâmetros de conduta a serem seguidos na utilização do desfibrilador externo automático, a capacitação deverá ser promovida por meio de curso ministrado de acordo com as recomendações do Conselho Nacional de Ressuscitação.
§ 2º. Os estabelecimentos e órgãos públicos abrangidos pelo disposto no “caput” deste artigo deverão promover a capacitação de todos os integrantes da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA, de todo o efetivo da Brigada de Incêndio e da Brigada de Emergência, além de mais dois funcionários por turno, por aparelho.
§ 3º. Os estabelecimentos que contarem com serviço médico em suas dependências deverão manter responsável técnico médico presente durante todo o período de funcionamento.” (NR)

Art. 2º. Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 11 de dezembro de 2007, 454º da fundação de São Paulo.
GILBERTO KASSAB, PREFEITO
Publicada na Secretaria do Governo Municipal, em 11 de dezembro de 2007.
CLOVIS DE BARROS CARVALHO, Secretário do Governo Municipal