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terça-feira, agosto 07, 2012

Brasileiro pode declarar-se doador de órgão pelo Facebook


Uma parceria entre o Ministério da Saúde e a rede social Facebook quer ampliar o número de transplantes feitos no Brasil. Uma ferramenta, já disponível no perfil do usuário da rede social, possibilita que ele manifeste o desejo de ser doador de órgãos. Ainda assim, a doação só poderá acontecer após autorização da família.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a estratégia consiste em usar as redes sociais para aumentar o diálogo com a população brasileira. Ele lembrou que, atualmente, quase 80 milhões de brasileiros têm acesso a internet e quase 40 milhões usam o Facebook.
“Esta parceria facilita que qualquer indivíduo deixe clara a sua opção de ser doador, de registrar em vida que deseja ser um doador”, disse. “Acreditamos que vamos criar um burburinho e dialogar com o público jovem para que, desde o começo, possa optar por registrar o desejo de ser doador”, completou.
O vice-presidente do Facebook para a América Latina, Alexandre Hohagen, explicou que a nova ferramenta permite aos usuários declararem a intenção de serem doadores de órgãos em apenas alguns minutos e compartilhar a informação com os amigos e membros da família que também têm perfil na rede social.
“Para doar órgãos, é fundamental que haja o conhecimento e o consentimento da família. No momento em que isso for necessário, a família e os amigos saberão da intenção das pessoas. Esta estratégia não substitui o caminho formal, mas ajuda a tornar a intenção mais clara”, concluiu.
Quem tiver interesse em utilizar a ferramenta deve entrar em seu perfil no Facebook, clicar em Atualizar Status, escolher a opção Evento Cotidiano e, em seguida, a opção Saúde e Bem-Estar.


quinta-feira, junho 28, 2012

Pílula do dia seguinte não exigirá mais receita


Para evitar a gravidez, a pílula deve ser usada no máximo até 72 horas depois da relação sexual desprotegida.

Lígia Formenti, da 




Brasília - O Ministério da Saúde vai dispensar a exigência de receita médica para a entrega de pílula do dia seguinte nos postos do SUS. Protocolo com a orientação deverá ser publicado em julho. "Não faz sentido exigir que a mulher aguarde uma consulta médica. Isso pode colocar em risco a eficácia do uso do remédio", afirmou ontem o secretário de Assistência à Saúde, Helvécio Guimarães. Para evitar a gravidez, a pílula do dia seguinte deve ser usada no máximo até 72 horas depois da relação sexual desprotegida. 


Pílulas

O protocolo está em estudo há três meses por um grupo de especialistas convocados pelo Ministério da Saúde. O documento, de acordo com Helvécio, deixa claro qual o procedimento que os postos de atendimento devem adotar no caso de mulheres que buscam a contracepção de emergência. "Em alguns locais, a pílula já é fornecida sem exigência da receita, por um profissional que não é médico. Queremos padronizar essa prática", completou.

A pílula do dia seguinte começou a ser distribuída nos serviços de atendimento do SUS em 2005 como um método de contracepção de emergência. Antes dessa data, a oferta do remédio era feita apenas para vítimas de violência sexual. 

Em 2010, a rede pública de saúde distribuiu 513 mil tratamentos. Em 2011, esse número saltou para 770 mil. Helvécio afirma, no entanto, que há ainda relatos de dificuldades enfrentadas pelas mulheres para ter acesso à contracepção. "Não há dúvida de que alguns serviços ainda têm receio de lidar com a contracepção de emergência. Esse é um tema que, mesmo depois de tantos anos, ainda desperta polêmica", constata Helvécio.

Divergências

Grupos religiosos condenam o método, por considerá-lo abortivo. Especialistas garantem, porém, que a pílula, um composto hormonal, não atua após a fecundação e não impede a implantação do óvulo no útero. A ação da pílula depende do período do ciclo menstrual em que foi tomada. 


Quando tomada na primeira fase do ciclo, ela impede a ovulação ou a retarda de forma expressiva. Documento do Ministério da Saúde informa que, quando tomada depois da ovulação, a pílula altera o transporte dos espermatozoides e modifica o muco cervical - o que impediria a fecundação. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo. 

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Conheça as negativas mais frequentes por parte dos planos

Ao falar sobre operadoras o que mais aparece são dúvidas. Muitas vezes, a cobertura (garantida por lei) para determinado procedimento é negada e ninguém reclama, já que grande parte da população desconhece seus direitos

Ao falar sobre planos de saúde o que mais aparecem são dúvidas. Muitas vezes, a cobertura (garantida por lei) para determinado procedimento é negada e ninguém reclama, já que grande parte da população desconhece seus direitos relacionados ao assunto.
No escritório, respondemos essas dúvidas frequentemente. Por isso, reuni abaixo as principais, para auxiliar os consumidores na garantia por seus direitos.
Negativa de diversos tipos de quimioterapia e radioterapia. Quimioterapia, com as drogas Temodal, Xeloda, Avastin, Nexavar, dentre outras, são alvos constantes de negativas da operadora por se tratarem de medicamentos utilizados em casa, ou sob a alegação de tratamento experimental. Tal conduta é totalmente abusiva, uma vez que está previsto em contrato o tratamento de quimioterapia, sendo o médico o único responsável por indicar a melhor medicação para cada paciente.
As técnicas de radioterapia com intensidade modulada (IMRT), estereotática, tridimensional, dentre outras, também têm negativas constantes. Elas são indicadas para pacientes cuja doença possui foco localizado e possibilitam uma delimitação mais precisa das áreas a serem atingidas pelo tratamento, proporcionando proteção dos tecidos sadios e melhor controle local da doença.
Exclusão de próteses e órteses. Muitos contratos antigos, ou seja, anteriores à lei de planos de saúde, trazem a exclusão de cobertura de tais soluções. No entanto, a cláusula deve ser considerada nula de pleno direito, uma vez que a referida lei trouxe proibição à negativa de cobertura de materiais que são indispensáveis ao ato cirúrgico.
Reajuste por faixa etária. É prática recorrente, dos planos e seguros saúde, a aplicação de índices abusivos para reajustar as mensalidades em razão da mudança de faixa etária acima dos 60 anos. Tal atitude eleva demasiadamente o valor do prêmio mensal, o que é vedado pelo artigo 15, parágrafo terceiro do Estatuto do Idoso.
Outro abuso recorrente, em contratos novos, é a aplicação do reajuste por faixa etária aos 59 anos, em que a operadora eleva o valor do prêmio a fim de mascarar a ilegalidade do aumento, que seria aplicado na faixa dos 60 anos, tornando o cumprimento do contrato excessivamente oneroso.
Exclusão de plano de saúde empresarial após desligamento da empresa por aposentadoria. A lei dos planos de saúde traz, em seu artigo 31, a garantia ao funcionário, que se desligou da empresa após ter atingido a condição de aposentado, de permanecer vitaliciamente no plano de saúde coletivo oferecido aos atuais empregados, desde que atenda os seguintes requisitos previstos em lei: ter contribuído para o plano por tempo igual ou superior a dez anos e assumir o pagamento integral do valor do prêmio.
A alegação das operadoras para justificar suas atitudes gira em torno, normalmente, da exclusão contratual, ora porque o procedimento não consta no rol de procedimentos básicos elaborado pela Agência Nacional de Saúde (ANS), ora por previsão contratual, como nos casos de negativa de materiais indispensáveis à cirurgia e reajustes por faixa etária. Ambas são abusivas, pois desvirtuam a finalidade do contrato firmado entre as partes, qual seja, a garantia à saúde e integridade física dos beneficiários.

sexta-feira, janeiro 20, 2012

Manual sobre complicação do diabete busca evitar milhares de amputações

A Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Cardiovascular (SBACV) lançou o primeiro manual de tratamento do pé diabético, complicação grave do diabete, responsável por cerca de 45 mil amputações de pernas e coxas por ano. A intenção da entidade é treinar clínicos e médicos de saúde da família para que identifiquem os sinais da doença e, assim, tentar reduzir à metade os casos de amputação.
O manual, voltado para profissionais de saúde que não sejam especialistas em diabete, tem fotografias para ilustrar os principais tipos de feridas.
“O diabete mal controlado causa ao longo do tempo alterações no sistema nervoso, na pele, nas unhas, no sistema vascular, fazendo com que o paciente tenha pé ressecado, redução da sensibilidade, malformação das unhas. E esse ressecamento leva às rachaduras e lesões maiores”, explica o coordenador de programas sociais da SBACV e responsável pelo projeto, Jackson Caiafa. “O manual explica por que surgem as lesões e dá exemplos bem claros, com muitas fotografias”, completa.
De acordo com o especialista, o principal problema é que o tratamento do pé diabético não é feito precocemente. Isso ocorre porque, muitas vezes, o paciente ainda não sabe que tem a doença ou se recusa a aceitar o diagnóstico, já que os sintomas iniciais não provocam um grande incômodo. Sem tratamento adequado, a ferida evolui, levando à amputação.
“O paciente também tem de lidar com o sistema público de saúde. Muitas vezes ele precisa de um debridamento, procedimento cirúrgico de pequeno porte que trata a lesão e evita a amputação, mas só consegue marcar para um ano depois da primeira consulta. Ele precisa ser atendido em três dias”, afirma Caiafa. “O resultado é uma legião de amputados.”
Desconhecimento. O médico lembra que há poucas estatísticas tanto sobre os efeitos da doença como sobre os custos. O doente é amputado por infecção ou problemas vasculares, o que faz com que as estatísticas sejam mascaradas. “Os problemas vasculares são potencializados pelo diabete. O doente tem arteriosclerose mais precoce e mais intensa que o não diabético.”
Caiafa usa dados americanos para comentar sobre os gastos com pacientes com complicações pelo pé diabético. O custo anual nos Estados Unidos é de US$ 120 bilhões com diabéticos - 50% é o valor gasto com cirurgias, medicamentos, internações. A outra metade é o custo indireto com aposentadorias, afastamentos, licenças.
“Dos custos diretos, 27% são gastos com o pé diabético. É a complicação mais cara, isoladamente, por causa da repetição. Esse paciente é operado muitas vezes, internado muitas vezes.”
Dez mil exemplares do manual começaram a ser distribuídos. A entidade busca patrocínio para aumentar a tiragem, mas já há um link no site para quem se interessar pelo documento (sbacv.com.br/pdf/manual-do-pe-diabetico-final.pdf).
Fonte: O Estado de S. Paulo

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Gestão de saúde é primeiro alvo da Telefonica Digital

Telefônica/Vivo quer atacar primeiro o setor privado, focando em operadoras de planos de saúde, hospitais e corporações interessadas
Nova unidade de negócios da Telefônica fará lançamento no Brasil de sistemas de gestão de saúde que já estão em uso em países como Espanha, Inglaterra e Chile.
Fabiana Monte (fmonte@brasileconomico.com.br)

Desde setembro, quando anunciou sua nova estrutura global, com a criação da Telefônica Digital, a companhia espanhola vem dando sinais de que quer ser mais do que uma provedora de conectividade.
Por meio da recém-criada unidade de negócios, a Telefônica pretende investir no desenvolvimento de novas plataformas de negócio, prestando serviços de alto valor em áreas estratégicas, como saúde digital, que dependem da rede de telecomunicações para funcionar.
E é justamente o mercado de saúde que a companhia começa a explorar no Brasil. A empresa lançará ofertas comerciais na área ao longo deste ano e para isso vem realizando projetos-piloto. Vinte profissionais, das áreas técnica e comercial, estão dedicados à área.
"Estamos trazendo para o Brasil soluções de saúde digital desenvolvidas pela Telefônica Digital e em uso na Espanha, na Inglaterra e no Chile. Para trazê-las para o Brasil é preciso fazer adaptações para o mercado local", afirma Maurício Romão, diretor de produtos e serviços financeiros da Telefônica/Vivo.
Com esses produtos, a Telefônica/Vivo quer atacar primeiro o setor privado, focando em operadoras de planos de saúde, hospitais e corporações interessadas em soluções para a saúde de funcionários.
"Nunca seremos um hospital ou um convênio. Atuaremos com parceiros e vendemos a solução tecnológica", diz Romão.

Informatização de hospitais
Para hospitais, operadoras de plano de saúde e médicos, um dos produtos em adaptação é a agenda eletrônica, que tem 6 milhões de clientes, entre médicos e hospitais, cadastrados na Espanha. Trata-se de uma plataforma que permite a marcação de consultas por meio de unidade remota de atendimento.
Outro produto é o sistema de gestão de imagens, que armazena exames na internet para que sejam acessados por médicos à distância, sempre com a permissão do paciente.
A solução de telereabilitação, composta por software e sensor que é conectado à televisão, funciona como se fosse um videogame para tratamentos de fisioterapia.
"Hoje, você vai dez vezes à clínica para fazer fisioterapia. Com a solução, o paciente vai uma vez, aprende os movimentos com o fisioterapeuta e repete em casa. Se fizer o movimento incorretamente, a solução avisa", diz Michel Daud Filho, diretor de promoção à saúde da Vivo/Telefônica.
A empresa também vai tropicalizar o sistema de gestão de doentes crônicos que somam 20% da população mundial.

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sábado, janeiro 07, 2012

Centro médico militar desenvolve vacina que reduz recorrência do câncer

DA EFE
O Centro Médico Militar de San Antonio (Texas) desenvolveu uma vacina que reduz as taxas de recorrência do câncer de mama, informou nesta sexta-feira a Assessoria de Imprensa das Forças Armadas dos Estados Unidos.
O diretor e pesquisador principal do Programa de Desenvolvimento de uma Vacina para o Câncer, George Peoples, disse que a vacina, denominada E-75, "passará em breve à fase final de testes para obter a aprovação da Direção de Alimentos e Remédios".
O câncer de mama, explicou George à assessoria, é o tipo de câncer mais frequente entre as pessoas que recebem serviços do hospital militar em San Antonio.
"Temos o compromisso de cuidar do pessoal em serviço ativo, seus cônjuges e os aposentados", acrescentou.
A vacina, segundo explicou George, aponta para uma proteína que aparece, comumente, expressada em excesso nas células de câncer de mama chamada "receptor 2 do fator de crescimento epidérmico".
As vacinas contra o câncer apontam a uma proteína ou antígeno expressado nas células do câncer, e George explicou que "a ideia é 'treinar' o sistema imunológico para que reconheça essa proteína, ou porção de proteína, que aparece em excesso nas células do câncer, mas não nas células normais".
"Dessa forma o sistema imunológico pode diferenciar o normal do anormal", acrescentou. "Se o sistema de imunidade pode reconhecê-lo, basicamente, o marca para matá-lo".
Esse conceito de vacina contra o câncer se manteve por longo tempo, mas a equipe de George tomou um caminho diferente.
A grande maioria das vacinas, no passado, foi testada com pacientes cujo câncer estava nos períodos finais, mas uma vacina tem a intenção de estimular o sistema de imunidade, que é algo que não se encontra habitualmente nas pessoas com câncer terminal.
"Não é para se surpreender com o fato de que muitas das vacinas testadas com pacientes na etapa final do câncer não tivessem bom resultado", disse George.
A equipe em San Antonio decidiu que testaria a vacina entre pacientes com um sistema de imunidade robusto, ou seja, sobreviventes do câncer que estão livres do mal, mas com risco de uma recorrência.
Os pesquisadores prepararam a proteína, que se expressa em variados níveis de excesso nas mulheres com câncer de mama, e focaram nos 60% dessas mulheres nas quais ela aparecia em níveis baixos ou intermediários.
A vacina consiste em uma mistura do peptídeo E-75 da proteína HER-2, e um estimulante do sistema imunológico.
Os testes começaram em 2001 com 220 pacientes e os pesquisadores fizeram um acompanhamento das mulheres durante cinco anos. A metade das mulheres recebeu a vacina, que é uma injeção mensal por seis meses, e a outra metade foi o grupo de controle.
O resultado foi muito promissor, segundo George. A taxa de recorrência do câncer foi de 20% entre o grupo de controle e de 10% entre as mulheres que receberam a vacina.
Este sucesso levou à nova etapa de testes que começará este ano e envolverá de 700 a 1.000 pacientes.
Mas, ao contrário dos períodos anteriores, esta fase será por conta da companhia comercial Galena Biopharma que buscará a aprovação do governo para o uso público da vacina.

sexta-feira, janeiro 06, 2012

Es cubana la primera vacuna del mundo contra cáncer de pulmón

vacuna_cancer1
En momentos en que la Organización Mundial de la Salud (OMS) llama la atención en torno al dramático hecho de que el consumo de tabaco mata a más cinco millones de personas cada año, cifra que podrá elevarse a 8 millones para el 2030, Cuba da a conocer la alentadora noticia de haber desarrollado la primera vacuna terapéutica del mundo contra el cáncer de pulmón, uno de los más frecuentes a nivel mundial y el de mayor incidencia entre los fumadores.
Ensayos clínicos exitosos prueban la eficacia del fármaco, que se comercializará en la Isla con el nombre de Cimavax-EGF, gracias a la paciente labor de investigadores del Centro de Inmunología Molecular de La Habana, quienes ya valoran usar el mismo principio del medicamento en el tratamiento de otras enfermedades oncológicas.
Difundidas por el semanario local Trabajadores, declaraciones de Gisela González, responsable del proyecto, dan cuenta que el medicamento no puede prevenir la enfermedad, pero mejora considerablemente el estado de los pacientes graves, es decir, ofrece la posibilidad de convertir el cáncer avanzado en una enfermedad crónica controlable, en tanto genera anticuerpos contra las proteínas desencadenadoras del descontrol en los procesos de proliferación celular.
La OMS ha apuntado que el cáncer de pulmón es una de las enfermedades más graves y uno de los cánceres con mayor incidencia en el ser humano, responsable de altos índices de mortalidad oncológica a escala mundial, con más de un millón de decesos anualmente.
Entre los más afectados por este flagelo se encuentran los mayores de 50 años con antecedentes de tabaquismo y personas expuestas a la exposición al humo del tabaco -téngase en cuenta que 600 000 fumadores pasivos mueren en el mundo cada año- y las emisiones de transporte o ciertas industrias.

terça-feira, janeiro 03, 2012

Operadoras de saúde no “paredão”

Em artigo, especialista diz que a RN 275 de forma indireta, exige iniciativas e estratégias de melhoria de desempenho dos prestadores de saúde, integrantes da rede assistencial das operadoras
por * Sandra Franco e Nina Neubarth


Logo após a “revelação”, nada surpreendente para os beneficiários, de que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), após avaliar 1.103 planos nos quesitos qualidade da assistência prestada ao cliente, estrutura de atendimento oferecida, situação econômico-financeira e atendimento, constatou que 743 deles tiveram pontuação inferior a 0,60 (na escala que vai até um), foi publicada a Resolução Normativa nº 275, de 1º de novembro.
O objetivo é aprimorar a eficiência assistencial das prestadoras de serviços de saúde. A definição de critérios de avaliação, segundo a ANS, possibilitará a identificação e solução de problemas por parte das operadoras de planos de saúde com mais consistência, segurança e agilidade, para que o consumidor informado escolha o seu plano e até possa cobrar qualidade na rede assistencial.
Na prática, a RN 275 dispõe sobre a Instituição do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Prestadores de Serviços na Saúde Suplementar – QUALISS, que consiste em um sistema de medição para avaliar a qualidade dos prestadores de serviço na saúde suplementar. Para tal, farão uso de indicadores que possuam validade, comparabilidade e capacidade de discriminação dos resultados. Efetividade, eficiência, equidade, acesso, centralidade no paciente e segurança são os itens medidos. Desde 2004, a ANS busca implementar um Programa de Qualidade de Operadoras e, mesmo com a divulgação de avaliações anuais, não se mediu o impacto dos números no consumidor.
A nova norma, de forma indireta, exige iniciativas e estratégias de melhoria de desempenho dos prestadores de saúde, integrantes da rede assistencial das operadoras. E, por sua vez, as operadoras deverão atentar para a qualidade dos prestadores.
Por se considerar a enxurrada de Resoluções da ANS que atingiram a saúde suplementar neste ano – algumas, inclusive, sequer começaram a vigorar -, volta-se a assertiva de que “só os fortes sobreviverão”. A economia do país está estável e o setor apresenta crescimento, se mostra rentável; todavia, há planos com problemas econômicos, o que seria obstáculo para novos investimentos em qualidade, o que inclui o credenciamento de prestadores que exigiriam melhor remuneração de seus serviços. Basta lembrar que não terminou o braço-de-ferro entre operadoras e médicos.
Resta saber se essa nova resolução alcançará sua eficácia e finalidade, já que a forma e aplicação das medidas de avaliação dependem das informações prestadas pelas instituições de saúde pelo Documento de Informações Periódicas dos Prestadores de Serviços (DIPRS). Na cultura do “jeitinho brasileiro”, o sistema de monitoramento poderá ser alimentado com informações manipuladas, ludibriando o resultado final, o que exigirá do Comitê Gestor (a ser formado por representantes de operadoras, planos de saúde, hospitais, clínicas, laboratórios, médicos e consumidores) um acompanhamento ferrenho.
As operadoras de saúde terão que investir não apenas em sistemas de informação (leia-se tecnologia), mas em sua estrutura organizacional. Somente assim poderão passar pelo processo voluntário de Acreditação de Operadoras de Planos Privados de Assistência à Saúde – OPS, instituída pela Resolução 277, de 4 de novembro último. No processo de Acreditação, atribui-se peso dois àquelas dimensões que versam sobre a satisfação do beneficiário e sobre a qualidade da rede de prestadores de serviços das operadoras. Há muito que se melhorar na saúde suplementar.
É preciso ressaltar que, na recente avaliação da ANS, dos 1.103 planos analisados, 360 receberam pontuação acima da média. Desses, 46 alcançaram a nota máxima. Sem muita dificuldade, chega-se à constatação de que 1.057 planos fornecem um serviço deficitário a aproximadamente 95,8% dos 46 milhões de beneficiários.
Inconteste que dinheiro público será gasto pela Agência Nacional de Saúde Suplementar para que a saúde privada apresente elevação em seus indicadores de qualidade. Somente com sistemas de informação avançados será possível gerenciar os indicadores. Ademais, deverá a Agência preparar auditores, conforme prevê o art. 9º da RN 275, que possamin loco analisar se os dados informados correspondem à realidade. Fato é que não há outra forma de melhorar qualidade sem investimentos.
Não se pode julgar como desnecessária a iniciativa da ANS de implementar critérios objetivos para avaliação da qualidade das operadoras, a começar por sua rede credenciada. Até porque se está tutelando o direito de 1/3 da população brasileira que busca a saúde privada como alternativa ao sistema de saúde público. Aos 144 milhões de brasileiros que dependem unicamente do atendimento SUS, porém, fica a pergunta: e nós?