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quinta-feira, novembro 17, 2011

Medicina se alia à meditação

Fonte: Agência Estado

Sao Paulo (AE) - Em fevereiro, a agência do governo dos Estados Unidos responsável pelas pesquisas médicas (NIH, na sigla em inglês) reconheceu formalmente a meditação como uma prática terapêutica que pode ser associada à medicina convencional. Em maio, o Ministério da Saúde brasileiro baixou uma portaria em que incentiva postos de saúde e hospitais públicos a oferecer a meditação em todo o País.

Essas recentes ações governamentais são sinais da tendência de encarar a meditação não simplesmente como uma prática de bem-estar, que faz bem apenas à mente e ao espírito. Parar por alguns minutos diariamente para se concentrar e se desligar do turbilhão de pensamentos que constantemente ocupa a cabeça também ajuda a manter a saúde física.

"A meditação é diferente da medicina convencional porque quem cuida de você não é o médico. É você mesmo", explica a médica Kátia Silva, que coordena as atividades de meditação no Hospital Municipal Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo. Na cidade, 70% dos postos de saúde oferecem atividades da chamada medicina tradicional, que inclui acupuntura, tai chi chuan e meditação.

Uma pesquisa com a palavra meditação no acervo online da Biblioteca Nacional de Medicina, do governo americano, traz 1.400 estudos científicos sobre o tema. Entre outros benefícios, eles mostram que meditar previne e combate a depressão, a hipertensão arterial, a dor crônica, a insônia, a ansiedade e os sintomas da síndrome pré-menstrual, além de ajudar a reduzir a dependência de drogas.

Segundo sugerem esses estudos, a meditação interfere no funcionamento do sistema nervoso autônomo, que é responsável, por exemplo, pela liberação de noradrenalina durante os momentos de estresse. Em quem medita, a duração dessas "reações de alarme" são mais curtas. Dessa forma, a pressão do sangue e a força de contração do coração ficam alteradas por pouco tempo, comprometendo menos a saúde.

Apesar de serem evidentes os benefícios, a ciência ainda não consegue entender de forma detalhada como a meditação age no sistema nervoso.

Segundo especialistas, os efeitos iniciais são sentidos logo nas primeiras semanas. A aposentada Maria Elza Lima dos Santos, de 60 anos, descobriu a meditação no Hospital Vila Nova Cachoeirinha. Ela vivia com crises de pressão alta, que passaram após quatro meses de práticas diárias. "Antes, eu era muito nervosa. A minha cabeça estava sempre cheia de problemas. Aí a pressão subia. Agora fico mais relaxada, sinto uma paz de espírito", conta ela, explicando que no princípio teve dificuldades com a técnica. "Levei um mês para aprender a me concentrar."

NA TRILHA DA ACUPUNTURA
De acordo com o obstetra Roberto Cardoso, autor do livro "Medicina e Meditação - Um Médico Ensina a Meditar" (MG Editores; 136 págs), muitos profissionais de saúde ainda têm preconceitos em relação à prática. "Mas isso deve mudar com o avanço das pesquisas. A meditação começa a trilhar os passos da acupuntura, que já é um recurso reconhecido pela classe médica."

No Brasil, a instituição pública que mais estuda o tema é a escola médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), uma das mais conceituadas do País. Isso, de acordo com os especialistas, ajuda a separar a imagem religiosa e mística que normalmente se tem da meditação. A meditação, explicam, não precisa ser necessariamente ligada a uma crença oriental.

Para que a meditação cumpra seu papel de medicina complementar e preventiva, o psicólogo José Roberto Leite, coordenador da Unidade de Medicina Comportamental da Unifesp, explica que ela deve ser constante. "É como comer ou fazer exercícios. Não adianta só uma semana para que você se mantenha saudável. A meditação precisa ser uma atividade diária. Os efeitos se sentem a longo prazo."

Não importa a técnica, os efeitos são os mesmos
Iogue, budista ou taoísta. A meditação provoca sempre os mesmos efeitos sobre o organismo, não importa qual seja a linha ou a técnica. Todas usam a concentração para manter o pensamento focado - pode ser um som (como um mantra), um ponto fixo ou a própria respiração. Com a mente fixa em algo, a pessoa não se perde no turbilhão de pensamentos que tomam conta da cabeça no dia-a-dia.

Normalmente as pessoas meditam sentadas. Mas há quem consiga fazê-lo caminhando e até lavando os pratos - o importante é a mente concentrada em algo.

Segundo especialistas, é possível aprender a meditar sozinho, mas o processo é mais fácil com um instrutor. Recomenda-se que a prática dure entre 10 e 20 minutos e seja feita uma ou duas vezes ao dia.

 
 

quarta-feira, novembro 16, 2011

90% dos familiares de pacientes preferem tratamento em domicílio

Estudo feito pelo Grupo Hospitalar Santa Celina mostra que a proximidade com os entes queridos é um fator positivo do home-care.
por Saúde Web

O Grupo Hospitalar Santa Celina realizou uma pesquisa com 20 cuidadores sobre os principais desafios no cotidiano de quem convive com um familiar doente sob os cuidados de um programa de home-care. Cuidador é a pessoa designada pela família para colaborar no tratamento do paciente e se responsabilizar pelos cuidados do dia a
dia.
A principal constatação é que, mesmo com as novas incumbências, algumas bastante difíceis, 90% preferem ter seu familiar dentro de casa a vê-lo internado no hospital. A pesquisa foi realizada através de entrevistas individuais com os cuidadores – nove eram cônjuges dos pacientes, seis eram filhos, quatro pais e somente um irmão. O tempo de tratamento do grupo é bem heterogêneo, incluindo pacientes em home-care desde 2007 e outros que iniciaram os cuidados este ano.
Para justificar a preferência pelo tratamento em domicílio, 14 entrevistados disseram que a proximidade com a família é um fator positivo do home-care; outros seis afirmaram acreditar que em casa os pacientes recebem melhor tratamento. Seis cuidadores mencionaram ainda o fato de internações hospitalares aumentarem o risco de infecção.
Como desafio da nova rotina, os entrevistados afirmaram que os procedimentos e medicações são a maior dificuldade encontrada – 13 pessoas indicaram o fato de terem que conviver com traqueostomia, sondas, balão de oxigênio, controle de medicamentos, entre outros, como a maior questão a ser enfrentada no suporte aos familiares. Mesmo contando com assistência de profissionais de saúde conforme a prescrição médica (por exemplo, fisioterapia, nutrição, enfermagem para aplicação de medicações endovenosas, visitas médicas e presença de enfermeiros conforme a necessidade, entre outros), os cuidadores relatam ansiedade em conviver com equipamentos e tarefas que cabem a eles.
A pesquisa mostra que o maior desafio é cuidar da parte de higiene, dar banho, às vezes lidar com sangue. Por outro lado, o maior benefício é ter a família presente, cuidando.
Segundo a diretora do Grupo Hospitalar Santa Celina, Ana Elisa Siqueira, o estudo foi realizado porque é fundamental saber o que os cuidadores pensam. Ela chama atenção para o fato de que eles são parceiros fundamentais da condição de saúde dos pacientes.

terça-feira, novembro 15, 2011

Eu, o SUS, a ironia e o mau gosto.

Fonte: purplesofa.wordpress.com

Há seis anos atrás eu tive uma dor no olho. Só que a dor no olho era, na verdade, no nervo ótico, que faz parte do sistema nervoso. O meu nervo ótico estava inflamado, e era uma inflamação característica de um processo desmielinizante. Mais tarde eu descobri que a mielina é uma camada de gordura que envolve as células nervosas e que é responsável por passar os estímulos elétricos de uma célula para a outra. Eu descobri também que esta inflamação era causada pelo meu próprio sistema imunológico que, inexplicavelmente, passou a identificar a mielina como um corpo estranho e começou a atacá-la. Em poucas palavras: eu descobri, em detalhes, como se dá uma doença-auto imune no sistema nervoso central. Esta, específica, chama-se Esclerose Múltipla. É o que eu tenho. Há seis anos.
Os médicos sabem tudo sobre o coração e quase nada sobre o cérebro – na minha humilde opinião. Ninguém sabe dizer porque a Esclerose Múltipla se manifesta. Não é uma doença genética. Não tem a ver com estilo de vida, hábitos, vícios. Sabe-se, por mera observação estatística, que mulheres jovens e caucasianas estão mais propensas a desenvolver a doença. Eu tinha 26 anos. Right on target.
Mil médicos diferentes passaram pela minha vida desde então. Uma via crucis de perguntas sem respostas. O plano de saúde, caro, pago religiosamente desde sempre, não cobria os especialistas mais especialistas que os outros. Fui em todos – TODOS – os neurologistas famosos – sim, porque tem disso, médico famoso – e, um por um, eles viam meus exames, confirmavam o diagnóstico, discutiam os mesmos tratamentos e confirmavam que cura, não tem. Minha mãe é uma heroína – mãos dadas comigo o tempo todo, segurando para não chorar. Ela mesma mais destruída do que eu. E os médicos famosos viam os resultados das ressonâncias magnéticas feitas com prata contra seus quadros de luz – mas não olhavam para mim. Alguns dos exames são medievais: agulhas espetadas pelo corpo, eletrodos no córtex cerebral, “estímulos” elétricos para ver se as partes do corpo respondem. Partes do corpo. Pastas e mais pastas sobre mesas com tampos de vidro. Colunas, crânio, córneas. Nos meus olhos, mesmo, ninguém olhava.
O diagnóstico de uma doença grave e incurável é um abismo no qual você é empurrado sem aviso. E sem pára-quedas. E se você ta esperando um “mas” aqui, sinto lhe informar, não tem. Não no meu caso. Não teve revelação divina. Não teve fé súbita em alguma coisa maior. Não teve uma compreensão mais apurada das dores do mundo. O que dá, assim, de cara, é raiva. Porque a vida já caminha na beirada do insuportável sem essa foice tão perto do pescoço. Porque já é suficientemente difícil estar vivo sem esta sentença de morte lenta e degradante. Dá vontade de acreditar em Deus, sim, mas só se for para encher Ele de porrada.
O problema é que uma raiva desse tamanho cansa, e o tempo passa. A minha doença não me define, porque eu não deixo. Ela gostaria muitíssimo de fazê-lo, mas eu não deixo. Fiz um combinado comigo mesma: essa merda vai ter 30% da atenção que ela demanda. Não mais do que isso. E segue o baile. Mas segue diferente, confesso. Segue com menos energia e mais remédios. Segue com dias bons e dias ruins – e inescapáveis internações hospitalares.
A neurologista que me acompanha foi escolhida a dedo: ela tem exatamente a minha idade, olha nos meus olhos durante as minhas consultas, só ri das minhas piadas boas e já me respondeu “eu não sei” mais de uma vez. Eu acho genial um médico que diz “eu não sei, vou pesquisar”. Eu não troco a minha neurologista por figurão nenhum.
O meu tratamento custaria algo em torno de R$12.000,00 por mês. Isso mesmo: 12 mil reais. “Custaria” porque eu recebo os remédios pelo SUS. Sabe o SUS?! O Sistema Único de Saúde? Aquele lugar nefasto para onde as pessoas econômica e socialmente privilegiadas estão fazendo piada e mandando o ex-presidente Lula ir se tratar do recém descoberto câncer? Pois é, o Brasil é o único país do mundo que distribui gratuitamente o tratamento que eu faço para Esclerose Múltipla. Atenção: o ÚNICO. Se isso implica em uma carga tributária pesada, eu pago o imposto. Eu e as outras 30.000 pessoas que tem o mesmo problema que eu. É pouca gente? Não vale a pena? Todos os remédios para doenças incuráveis no Brasil são distribuídos pelo SUS. E não, corrupção não é exclusividade do Brasil.
O maior especialista em Esclerose Múltipla do Brasil atende no HC, que é do SUS, num ambulatório especial para a doença. De graça, ou melhor, pago pelos impostos que a gente reclama em pagar. Uma vez a cada seis meses, eu me consulto com ele. É no HC que eu pego minhas receitas – para o tratamento propriamente dito e para os remédios que uso para lidar com os efeitos colaterais desse tratamento, que também me são entregues pelo SUS. O que me custaria fácil uns outros R$2.000,00.
Eu acredito em poucas coisas nessa vida. Tenho certeza de que o mundo não é justo, mas é irônico. E também sei que só o humor salva. Mas a única pessoa que pode fazer piada com a minha desgraça sou eu – e faço com regularidade. Afinal, uma doença auto-imune é o cúmulo da auto-sabotagem.
Mas attention shoppers: fazer piada com a tragédia alheia não é humor, é mau gosto. É, talvez, falha de caráter. E falar do que não se conhece é coisa de gente burra. Se você nunca pisou no SUS – se a TV Globo é a referência mais próxima que você tem da saúde pública nacional, talvez esse não seja exatamente o melhor assunto para o seu, digamos, “humor”.
Quem me conhece sabe que eu não voto – não voto nem justifico. Pago lá minha multa de três reais e tals depois de cada eleição porque me nego a ser obrigada a votar. O sistema público de saúde está longe de ser o ideal. E eu adoraria não saber tanto dele quanto sei. O mundo, meus amigos, é mesmo uma merda. Mas nós estamos todos juntos nele, não tem jeito. E é bom lembrar: a ironia é uma certeza. Não comemora a desgraça do amiguinho, não.

quinta-feira, novembro 10, 2011

Exame do Cremesp reprova 46% dos estudantes de medicina

Prova, realizada anualmente desde 2005, avalia conhecimentos básicos que o médico recém-formado deve ter para tratar um paciente
por Saúde Web

No começo de 2012 São Paulo vai ganhar médicos que não conseguem identificar um quadro de meningite em bebês e não sabem como evitar a transmissão de sífilis da mãe para o feto. A maioria deles tem dúvidas até sobre o tratamento contra dor de garganta e desconhece que uma febre de quase 40 graus pode aumentar o risco de infecções graves em crianças. Essas são algumas das falhas apresentadas pelos formandos paulistas de Medicina avaliados pelo exame do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), que reprovou neste ano 46% dos candidatos – mais do que no ano passado, quando o índice foi de 43%. Com informações do jornal Estado de S. Paulo.
A prova, realizada anualmente desde 2005, avalia conhecimentos básicos que o médico recém-formado deve ter para tratar um paciente. Sua realização e aprovação não são obrigatórias para o exercício da profissão. “A situação pode ser até pior porque, como a prova não é obrigatória, quem escolhe fazer o exame é quem quer testar seu conhecimento e está seguro”, diz o coordenador do exame, Reinaldo Ayer de Oliveira. Apenas 418 estudantes fizeram o exame, de um universo de 2.500 formandos no Estado.
Para o presidente do Cremesp, Renato Azevedo Junior, o resultado é um diagnóstico da má formação médica no País. “Esse desempenho ruim reflete o número de denúncias de erros médicos que o Cremesp recebe todos os anos”, critica. Em uma questão com alto índice de erro, por exemplo, 58% dos estudantes revelaram desconhecer como é feita a prevenção da leptospirose.
O Conselho responsabiliza o Ministério da Educação (MEC) pela falta de critério na autorização de novos cursos de Medicina. “Novas escolas vêm sendo abertas sem nenhum critério de qualidade. Tivemos, nos últimos oito anos, a criação de 70 escolas de Medicina. Outras 40 aguardam pela aprovação”, diz Azevedo Junior. Para ele, não há docentes e hospitais-escola suficientes para suprir essa demanda. “Para a população, sobram médicos sem preparo.”
O médico Paulo Antonio de Carvalho Fortes, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, concorda com o Cremesp. “O MEC não tem conseguido impor uma avaliação condizente com o que deve ser exigido do médico, levando a uma fragilidade grande do ensino. Ao final do curso, mesmo os que não fizeram residência têm diploma e podem atuar em quase todas as áreas.”
Procurada, a Secretaria de Educação Superior do MEC afirmou que não se pronunciaria sobre o assunto. O órgão também não confirmou quantas escolas de Medicina foram criadas nos últimos anos. Segundo o Cremesp, a área de conhecimento que apresentou pior média de acertos na prova foi Saúde Pública. “Não só entre médicos, mas entre outros profissionais da saúde, o ensino mais valorizado é o relacionado ao indivíduo: a assistência curativa individual. E a saúde pública se volta mais para o coletivo.”

quarta-feira, outubro 12, 2011

Como o NHS (Sist. Saúde Britânico) reduziu as mortes cardiovasculares pela 1/2 e por quê seu futuro esta ameaçado?

"O Sistema de Saúde Britânico é uma referência em qualidade do sistema público de saúde. Contudo, recentes reformas no Sistema, com o intuito de aumentar a competição entre os prestadores podem colocar em risco importantes conquistas do NHS. Uma das conquistas mais importantes é a melhora dos indicadores relacionados a doencas cardiovasculares, sendo que a taxa de morte por doenças cardiovasculares caiu pela metade e o tempo de espera para o tratamento foi muito reduzido. Cerca de 60 mil vidas são salvas por ano, sendo metade deste número decorrente de mudanças no tratamento e a outra metade decorrente de mudanças no estilo de vida.
É questionável se maior competição no sistema, melhorará os indicadores de qualidade conquistados, sendo que este trabalho foi fruto de colaboração e trabalho conjunto entre diferentes agentes do setor, um trabalho que demorou anos para ser construído e que está em risco com as mudanças propostas".
  
Por Fernando Cembranelli

terça-feira, outubro 11, 2011

Jorge Gerdau propõe à Ministério da Saúde sistema de avaliação do serviço público!

BRASÍLIA - O Ministério da Saúde está finalizando um sistema de avaliação do serviço público de saúde, que terá índices de medição de eficiência e satisfação da população. O tema foi tratado nesta manhã em reunião da Câmara de Política de Gestão, Desempenho e Competitividade da Presidência da República.

O coordenador do grupo de trabalho, Jorge Gerdau, estima que o método de avaliação esteja implantado em 20% da rede pública até o fim do ano. “Estão sendo estabelecidos, num debate técnico, quais são os medidores, como um índice de satisfação das pessoas atendidas, por exemplo, e se haverá medição sobre o atendimento dos médicos, dos tratamentos”, explicou o presidente da Câmara de Gestão. “Com toda essa lista de indicadores, vai haver possibilidade de transparência absoluta de cada posto, de cada atendimento”, disse.
Devido à implantação do sistema, o ministério está reformulando os contratos com as secretarias municipais e estaduais de Saúde. Os postos de saúde e hospitais mais bem avaliados receberão mais recursos, como um “prêmio” pelo desempenho.

“Quem atingir as metas, vai poder receber aumentos de recursos transferidos. E conforme os índices vão crescendo, haverá aumentos gradativos maiores de recursos”, afirmou Gerdau. “Construir contratos inteligentes é uma peça-chave para que haja melhoria de funcionamento”, disse.

Fonte: Valor Econômico, Yvna Sousa, 07/10/2011

sábado, outubro 08, 2011

Home Care a nova obsessão da presidente Dilma

Por: Kyara Gonçalves

A presidente Dilma Rousseff disse está “obcecada” por seu novo projeto para saúde, o Home Care, em entrevista a revista Carta Capital. O termo refere-se ao tratamento hospitalar realizado na própria casa do paciente.
A idéia, defendida pela presidente, surge como uma saída para descongestionar o tratamento final nos hospitais e obter a liberação dos leitos.
Apesar de apresentar algumas diferenças, a proposta é modesta quanto a ser inovadora. Desde 1970 que o procedimento de cuidado domiciliar já vem sendo realizado pelo estado de São Paulo.
Aqui mesmo no Ceará, segundo o deputado estadual Leonardo Pinheiro (PR), o Programa Saúde da Família (PSF) já trabalha um conceito muito similar ao Home Care de Dilma.
O que se questiona a nível estadual é a necessidade de se investir na criação de um novo programa em detrimento de se investir no fortalecimento e na melhoria do PSF já existente. De acordo com Pinheiro, durante pronunciamento na Assembléia Legislativa, cada equipe hospitalar representará um investimento de 42 mil reais para o governo.
Um paciente que requer uma internação simples, como uma fratura, onde o paciente teria que ficar de dois a três meses no leito, poderia receber cuidados na própria casa, desde que seja disponibilizado pelo programa equipamentos hospitalares, assistência de enfermagem e medicamentos adequados.
Há necessidade de verificar se o recurso será otimizado principalmente no norte e nordeste, onde são poucos os leitos disponíveis e onde se observa a dificuldade geográfica de se transportar equipamentos para as residências.
Dilma afirmou que o projeto de levar recursos hospitalares para toda a extensão territorial, 195 milhões de pessoas, já está 90% encaminhado para ser implantado.
Para o especialista em clinica medica e planejamento estratégico de ações do governo, David Braga Jr, é mais barato custear o apoio a casa, do que manter o paciente na instituição.